A parte dura - rumo a iluminação

 

Olá pessoal! Prosseguindo a Saga pelo Mickey aqui na nossa coluna semanal:  após decidir participar da maratona em Orlando e garantir minha vaga, eu tinha o tempo exato para uma boa preparação específica para uma prova dura como essa – 4 meses. Comprei um livro que foi meu guia de treinamento, já que abordava a primeira maratona para corredores novatos – eu já tinha 3 anos de experiência, mas não tinha grandes volumes de treino ou dedicação militar como a que eu via em colegas corredores amadores como eu. Então dei alguns passos pra trás, comecei o treino bem na base mesmo, do comecinho. Em 16 semanas aquele método prometia não só me colocar na linha de largada de uma corrida de 42.196 metros, mas também completá-la inteiro, com sorriso no rosto e lágrimas apenas de emoção.

 

Assim foi. Entre treinos e provas naquelas 16 semanas, rodei (gíria de corredor para “corri”) quase 500 Km, desde treinos curtos e rápidos de 5km, até “longões”, que são treinos em ritmo lento, cadenciado e de grande distância, que alcançaram no ápice os 30 km em apenas uma sessão. Foram 3 treinos de 30 km em 3 domingos seguidos. Embora possa parecer que na semana 16 eu estaria um bagaço, doente e machucado, na verdade estava cada vez mais forte, confiante, magro e feliz. Não tive qualquer contusão ou lesão, e nem um resfriado leve. Comia bem e saudavelmente, tentava dormir o máximo possível e tinha total apoio e incentivo – e compreensão!! – da minha esposa e filhinho de 1 ano.

 

Passei pela parte mais intensa e pesada dos treinos entre novembro e dezembro. Correr das 8 às 11:30h sem parar sob o sol de dezembro, terminando o treino com 30 graus na cabeça, foi menos sofrido do que o esperado. Eu já estava “blindado”,  determinado e enxergando a prova no horizonte. Essa preparação no calor intenso pode ter determinado meu sucesso absoluto no dia da corrida, pois esperava-se temperaturas entre 5 e 10 graus naquela manhã, mas inesperadamente Orlando teve alguns dias de calor naquela semana e durante a prova alcançou os 25 graus. Os alto falantes na área de largada da corrida à todo instante avisavam que aquele NÃO era um dia para recordes pessoais na distância, aconselhando a correr conservadoramente e com cuidado na hidratação.

 

Aqui, um parêntese sobre os extras que o Marathon Weekend oferece para os corredores. Como não basta hidratar bem e há que se alimentar adequadamente para a corrida, na noite do sábado, dia anterior à maratona, participei do Pasta in the Park Party no World Show Place Pavillion localizado dentro do Epcot.  No grande pavilhão, corredores do mundo inteiro confraternizam, encontram os personagens e jantam – com sobremesa inclusa – saindo dali direto para uma área reservada e muito bem localizada para assistir ao espetáculo IllumiNations: Reflections of Earth. Eu já havia assistido algumas vezes à essa imperdível atração, mas é sempre encantadora. E foi mais que especial assistir de um local diferente e sentir-se abençoado e cheio de bons fluídos para o que enfrentaria na manhã seguinte. Indico!! Para participar do Pasta in the Park há um custo, claro, que não está incluso na inscrição para as corridas, e os ingressos podem ser adquiridos pela internet e recebidos aqui no Brasil. Tanto para o corredor como para acompanhantes. Tudo isso vocês encontram no www.rundisney.com.

 

Na próxima semana relatarei o que é e como funciona a Expo do Marathon Weekend – a grande feira durante a semana das provas, a Kids Run – corrida para as crianças desde 1 aninho - e os primeiros momentos da minha corrida. Até lá!

 

 

Por André Orsioli

 

Orlando & Cia

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